Viciados em Mediocridade de Frank Schaeffer

 
Este provocativo título apresenta Frank Schaeffer aos leitores de língua portuguesa, filho do renomado teólogo Francis Schaeffer.

No livro, Frank demonstra como os cristãos sacrificaram sua posição artística proeminente, desfrutada por séculos, por uma produção medíocre. As evidências deste triste estado das coisas estão em abundância por aí e vão desde canecas, camisetas, adesivos para carros que usam o nome de Deus como um slogan de marketing, colocando o Criador do Universo no mesmo nível de um refrigerante. Schaeffer afirma que "sempre que cristãos, evangélicos em particular, tentaram ‘alcançar o mundo’ por meio da mídia – TV, filmes, propaganda etc – o público que pensa tem a idéia de que, assim como a sopa de um restaurante ruim, o cérebro dos cristãos ficaria melhor se não fosse mexido".

Mas a situação pode mudar e Schaeffer mostra como pessoas engajadas em um Cristianismo consciente podem se desviar desse caminho da mediocridade, demandando excelência nas artes e na mídia e, em todas as áreas das suas vidas.

"Embora escrito na década de 80, a mensagem do livro permanece atual e é especialmente bem-vinda ao Brasil. Enquanto desperdiçamos pelo menos duas décadas esgrimindo para usar bateria nos templos, a fila andou no mundo. E bastante. Claro que sempre existiram vozes dissonantes por aqui. Algumas se levantaram para insurgir contra hinos americanos enlatados. Não sei se o queixume adiantou, mas há quem esteja supersatisfeito com as novidades no cardápio, do tipo canções em versão light… made in Austrália. Como cantava o Cazuza, ‘um museu de grandes novidades’. Não apenas o futuro repete o passado… somos todos repetentes no supletivo da inovação". – Sérgio Pavarini, no prefácio da edição em português.

Comunidades relacionadas ao tema do livro, no Orkut:

Viciados em Mediocridade
Cristianismo Criativo
Francis Scheaffer

Walk On U2 – O livro

 
 
Comentário:
Tenho visto esse assunto de forma mas recorrente nos últimos meses. Isso me estimula, consola e alegre. Antes de conhecer o evangelho eu tinha uma outra vivência das artes, da cultura como um todo. Claro que se produz muita porcaria na cultura secular, mas o mundo cristão vem primando por uma qualidade que só pode ser qualificada como medíocre (e a exceção confirma a regra). Espero que este tema seja levado mais à serio, que possa vir a sacudir as pessoas, embora eu não tenha a menor idéia como sair disso e nem muitas ilusões a respeito.

A cultura medíocre atende às pessoas medíocres e a mediocridade é filha pelo menos da ignorância, do baixo nível cultural, ainda tem o restante da família… Não é à toa que muitas pessoas não cristãs associam imediatamente a idéia de que os cristãos são pessoas ignorantes. Acrescento como marca da mediocridade, a indiferença e a falta de atitude e compromisso do povo cristão (em geral) frente às questões ecológicas, alimentação natural (nem pensar!), a todos os engajamentos em questões sociais e coletivas e até nas opções de lazer que também são medíocres.

Vou ler o livro. O título pelo menos me estimula.

Abraços,
Rita.
 
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